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Por que acredito na mulher empreendedora para a prosperidade do Brasil?

Redação Herd

14 de junho de 2018

Célia Kano

14 de Junho de 2018

 

Ao desembarcar em Bangladesh, minhas expectativas resumiam-se a aprender sobre os bastidores dos negócios sociais. Mas ao longo de um mês, o que não esperava era que para entender os negócios sociais, precisaria mergulhar nos aspectos culturais bengali, no empreendedorismo e no papel da mulher na sociedade.

Em 1976, o Professor Muhammad Yunus emprestou 27 dólares a 42 mulheres que viviam abaixo da linha da pobreza na vila de Jobra, em Bangladesh. Quatro décadas depois, em 2017, o Grameen Bank funciona como um banco de microcrédito com a missão de aliviar a pobreza do país em 81.400 vilarejos e 8,93 milhões de clientes. Desses, 97% são mulheres. Ao questionar mais sobre essa preferência, recebi de um diretor do Grameen Bank um papel com os motivos pelos quais a mulher é considerada a agente efetiva para o bem-estar familiar e a mudança social do país. Dos motivos, destaco:

Mulheres dedicam-se mais ao bem-estar familiar do que os maridos

Mulheres tem mais cuidado e interesse na educação dos seus filhos

Mulheres, quando reunidas em grupo, são determinadas pelo bem-estar coletivo

Mulheres tem um vasto potencial para se tornarem empreendedoras

Entramos então no segundo ponto: o empreendedorismo feminino. Em um contexto cultural no qual, na média, as mulheres se casam com 18 anos, optam por abandonar os estudos e representam 29% da mão de obra assalariada, o empreendedorismo se torna uma alternativa para a reintegração da mulher no mercado de trabalho e na prosperidade social, pois “não exige diploma e depende apenas da capacidade dos indivíduos” segundo Professor Yunus em sessão presencial com meu grupo. E para que exista uma rede de apoio que apoie a mulher empreendedora, o Grameen Bank organiza também as clientes em grupos pois acredita que “a iniciativa não é um sucesso pelo crédito financeiro somente, mas também pela rede de apoio criada nos grupos”.

De volta ao Brasil, notei que o empreendedorismo feminino é também aqui uma alternativa aos desafios culturais, mas que a rede de apoio para as empreendedoras deve ser impulsionada nesse ecossistema. Segundo pesquisa realizada em 2016, pela RME, 80% das empreendedoras brasileiras possui escolaridade com nível superior ou mais, 75% decidiram empreender após a maternidade e 44% se tornaram chefes de família. Ainda assim, na média, a mulher é a grande responsável pela administração do lar e dos filhos, devem conciliar sua atenção com seus negócios e enfrentam dificuldades no acesso ao crédito.

Nesse sentido, me juntei recentemente a Aceleradora Herd para incentivar o empreendedorismo feminino, pois acredito também que a mulher é uma agente efetiva para o bem-estar familiar e a mudança social do Brasil. Acesse nossas redes sociais para nos acompanhar!

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